Depois do desmantelamento do Império Austro-Húngaro, causado pela derrota que esse sofreu na Primeira Guerra Mundial, é fundada, em 28 de Outubro de 1918, a independente República Checoslovaca, tornando-se o seu primeiro presidente Tomáš Garrigue Masaryk. O período entre as duas guerras mundiais (1918 – 1939) chama-se a Primeira República. Nessa altura, a Checoslováquia pertence aos mais desenvolvidos poderes económicos da Europa, sobretudo no sector da maquinaria.
A Primeira República deixa de existir em 1939, em consequência do Pacto de Munique (9/1939) e a ocupação alemã. O território do país foi dividido em Protectorado da Boémia e Morávia e Estado Eslovaco.
Depois da derrota das forças armadas alemãs, regressam do exilo em Londres os ministros e o presidente Edvard Beneš, sob o seu governo o país se unifica em 1945.
Devido a organização da Europa sob a influencia dos poderes depois da Segunda Guerra Mundial, o território da Checoslováquia caiu sob a influencia soviética, o que contribuiu bastante para os comunistas usurparem o poder depois do golpe em Fevereiro, 1948. Em 1960, o nome do país foi alterado para República Checoslovaca Socialista. Em 1968, um grupo dos reformadores no Partido Comunista fez a tentativa de democratizar parcialmente o sistema. Tudo foi, aliás, suprimido em Agosto do mesmo ano pela invasão das forças armadas do Pacto de Varsóvia. Depois da tentativa falhada para democratizar o sistema, começou, no decurso de 1969, o período chamado “ normalização”, caracterizado como a época de persecuções por parte do governo contra as pessoas e actividades que não se tinham identificado com a ocupação soviética e a normalização consequente.
No início dos anos 80 do século XX, as tendências pro-democráticas voltaram a ganhar na intensidade também em outras partes do território da Europa de Leste, i.e. nos países do bloco socialista oriental. Na Checoslováquia a situação culminou em Novembro de 1989 pela “ Revolução de Veludo”. Sob pressão do povo, os comunistas resignaram ao uso das forças policiais contra o povo e demitiram-se dos postos no governo. Em 29 de Dezembro de 1989 foi eleito presidente Sr. Václav Havel, o candidato e representante da nova coligação democrática (Foro Cívico/Občanské forum), capaz de conduzir a República Federativa Checoslovaca para as primeiras eleições livres em 40 anos, realizadas em Junho, 1990.
Em 1 de Janeiro de 1993, depois do acordo mútuo de ambos membros da federação, a República Checoslovaca Federativa dividiu-se em dois estados independentes, República Checa e República Eslovaca. Em 1999, a República Checa tornou-se membro da OTAN, e em 2004 ascendeu à União Europeia.
Em nossos dias, a República Checa é um país moderno e democrático, abundante em patrimónios cultural e histórico.
A República Checa é historicamente formada por três grandes regiões: Boêmia (Oeste), Morávia (leste) e Silésia (partilhada com a Polónia), é administrativamente dividida em catorze regiões; as grandes cidades, para além de Praga, são Brno, Ostrava, Plzen. Hoje faz parte da União Europeia. A República Checa é delimitada pela Alemanha a oeste e noroeste, com a Polónia para o norte e nordeste, com a República Eslovaca para o Sudeste, com a Áustria para o Sul.
Os principais rios do país são o Elba (com os afluentes Ohre e Vltava) e a Morava. O rio boêmio por excelência é a Moldava (Vltava), que tem origem na bosques montanhosos da Boémia, cruzes a região de sul para norte, passa pela cidade de Praga, depois de 440 km junta até Melnik na Elba. Morávia pertence quase integralmente à bacia do Danúbio, que decorre da Sudetas e atravessa o território de norte a sul. Silésia homenagem, em vez disso, o Oder, que tem, na Morávia, o trecho inicial de seu curso.
Castelo Prazsky Hrad
Sede do governo e residência do presidente desde 1918, o castelo começou a ser construído no século 9, mas passou por várias reformas. Não deixe de visitar os jardins.
Área: 78,866 km²
População: 10,211,000 A população é composta de checos (81,2%) e morávios (13,2%), com minorias de eslovacos (3,1%), húngaros, polacos, alemães e outros.
Capital: Praga
Língua:A língua oficial é o checo. Existem minorias de língua eslováca, hungaro, alemão, polaco, ucraniano, russo.
Religião: Predominantemente católica romana, com uma presença substancial protestante (evangélico, hussites).
Moeda: Coroa (koruna) (CZK)

Praga - No passado, Praga não era apenas uma cidade e sim quatro. Seus atuais bairros eram cidades diferentes comandadas por um castelo: Mala Strana (a cidade pequena), Staré Mesto (cidade velha), Nové Mesto (cidade nova) e Josefov (bairro judeu), foram unificados no século 18. O antigo centro do Reino da Boêmia, hoje chamado de Cidade Velha, é um dos mais bem preservados de toda a Europa. Praga é uma das poucas cidades européias que não foram bombardeadas durante as duas grandes guerras mundiais, fascinando a todos pelo seu charme e história.
A partir do século XI, a cidade começou a se desenvolver rapidamente. Naquela época já se levantava o núcleo da cidade de Praga, a Cidade Velha, em torno da qual cresceriam, pouco a pouco, os assentamentos de mercadores alemães, a cidade judaica, a Malá Strana (Cidade Pequena) e a primeira muralha, edificada pelo rei Wenceslau I. A cidade de residência dos reis da Boêmia transformou-se no século XIV na sede da corte do Sacro Império Romano, sob o domínio do rei tcheco-Carlos IV, um dos reis mais poderosos na historia européia. Ao final do século XIV, Praga já era uma metrópole de quatro núcleos urbanos e dois castelos, povoada por 50.000 pessoas de diferentes origens.

A Cidade Nova, fundada por Carlos IV, abriga numerosos conventos, mosteiros, igrejas e praças. A maior praça é a Praça Wenceslau, o longo boulevard repleto de restaurantes, hotéis e lojas onde se celebram múltiplos espetáculos e atividades ao ar livre. Nesta parte de Praga, às margens do rio Moldava (Vltava), encontra-se um destaque da arquitetura contemporânea – o Edifício Dançante, obra dos arquitetos Frank O. Gehry e Vlado Milunic, inspirado na saia de cristal de Ginger Rogers.

A Ponte Charles onde so passam pedestres, é passagem obrigatória.. Charles Bridge (Ponte Carlos ou Karlov Most):
Essa obra gótica com 520 m de extensão teve sua construção iniciada em 1357, por ordem de Carlos 4º, para substituir a Ponte Judith, destrída por uma inundação, e hoje é um dos cartões postais de Praga, ligando as duas partes da cidade por sobre o Rio Vltava. Desde 1950, é proibido o tráfego de veículos sobre a ponte, que se transformou em um calçadão movimentado. Dos dois lados da ponte há réplicas de estátuas góticas e barrocas com imagens de santos católicos. Em cada uma das extremidades da ponte há torres de onde se pode vislumbrar o colorido dos telhados e as centenas de agulhas das igrejas de Praga.
Praga reúne nomes famosos em sua história, como o escritor Franz Kafka e os romancistas Milan Kundera, Ivan Klima ,Josef Skvorecky e Jan Nerudova.
PRAGA- país de muitos contrastes, depois do comunismo se tornou uma república democrática, um país muito visitado por turistas de todas as procedências,onde a música clássica é tradição, a arquitetura barroca e rococó impressiona, e o pão com salsicha e mostarda é prato delicioso, e tem que experimentar.